O charme de morar em um loft



Loft de Ilya Derkach



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O loft ganhou lugar cativo entre os tipos de residência mais desejados pelos descolados e por quem gosta de estilo e de propostas arquitetônicas mais contemporâneas. No entanto, esse tipo de moradia também apresenta aspectos muito relevantes no que se refere a aproveitamento de energia e espaço, necessidades bastante pontuais nos dias de hoje.

A história dos lofts

O termo loft tem origem nos idiomas anglo-saxões e está relacionado ao que diz respeito ao ar, ao céu, a regiões elevadas. O uso do termo na arquitetura se origina no século XIII, na expressão hayloft, que é um depósito de feno, localizado no mezanino de celeiros, ou acomodação de empregados de uma fazenda. O nome então ficou associado à ideia de mezanino, sótão ou espaço semelhante sem repartições, logo abaixo do teto de uma casa, fábrica, armazém ou galpão.

Mezanino do loft é inspirado em celeiros antigos (Foto: Google)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O arquiteto franco-suíço Le Corbusier teria sido o responsável por urbanizar esse tipo de moradia, com o projeto Ville Radieuse (ou Cité Radieuse), de 1931, que representava a cidade ideal, o sonho da comunhão do ser humano com o meio ambiente corretamente ordenado. Isso já antecipava, talvez, a valorização que tem hoje esse tipo de residência, por questões econômicas e de melhor aproveitamento de espaços.

O loft novaiorquino

A popularização dos lofts ocorreu nos Estados Unidos, mais especificamente, na cidade de Nova York. Em meados da década de 1950, por conta do período que ficou conhecido como a Grande Depressão, iniciado em 1929, havia muitos galpões e fábricas desabitadas na cidade. Nesta época, muitos trabalhadores migraram do campo para os centros urbanos em busca de oportunidades, e, por falta de condições financeiras, passaram a utilizar essas estruturas antigas como moradia, aproveitando o que já havia no local.

A partir dessa concepção, já nas décadas de 1960/70, muitos artistas, jovens executivos e profissionais liberais criaram o conceito do loft urbano como o conhecemos hoje, utilizando esses espaços muitas vezes como morada e trabalho. A moda dos lofts se propagou a partir disso e criou não somente uma espécie de habitação, mas um estilo de viver.

O loft do filme Flash Dance ajudou a popularizar o estilo no anos 1980  (Foto: reprodução)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Características dos lofts urbanos

Os lofts de Nova York ficaram conhecidos por não terem paredes, por seus mezaninos de ferro ou madeira, pés-direitos altos, vãos livres e grandes janelas, que permitem um grande aproveitamento da luz natural.

Como o conceito de loft segue em evolução, muitos projetos hoje se distanciam bastante do original. O que permanece é a tendência do loft de se aproximar da inovação, e sua funcionalidade está muito atrelada aos conceitos de eficiência energética, design, acessibilidade e sustentabilidade.

As grandes janelas permitem um melhor aproveitamento da luz natural (Foto: Casa Vogue)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por serem ambientes muito versáteis e funcionais, os lofts possibilitam inúmeras composições, podendo variar bastante de estilo e, com isso, estar mais aproximado da identidade do proprietário. Como os ambientes são integrados, a falta de espaços privados torna o loft um local mais viável para solteiros ou casais sem filhos.

A metragem dos espaços diminuiu, diferenciando-se bastante das fábricas antigas, e ganhando em praticidade e aconchego. Como tornou-se objeto de desejo, outro fator que diferencia os lofts contemporâneos é a localização extremamente valorizada, em geral, próxima a ótimas opções de lazer, conveniências e de deslocamento.

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